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'A Fita Branca' ganha a telona no Cine Sesc

Terça-Feira, 21/02/2012, 16:15:33 - Atualizado em 21/02/2012, 16:25:56
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'A Fita Branca' ganha a telona no Cine Sesc  (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Exibido recentemente na mostra de melhores filmes de 2011 realizada pela Associação de Críticos de Cinema do Pará, A Fita Branca será exibido hoje (21) no Cine Sesc Boulevard. É uma boa oportunidade para conferir o filme que foi exibido em Belém pela primeira vez apenas dois anos depois do seu lançamento, e que ganhou a palma de ouro em Cannes por méritos visuais e narrativos irrepreensíveis.
 
A produção de 2009, assinada pelo diretor de filmes contundentes e provocadores como ‘Cache’, ‘Violencia Gratuita’ e ‘A Professora de Piano’, acompanha estranhos acontecimentos que começam a perturbar a calma da cidade alemã nas vésperas da Primeira Guerra Mundial – no espaço de um ano, que vai de julho de 1913 a agosto de 1914. Nesse local (uma aldeia ficticia protestante, intitulada Eichwald), vivem as crianças e adolescentes de um coral, dirigido por um professor primário. Após um incidente envolvendo o médico local, um clima de desconfiança geral, logo se transforma em paranóia quando outros estranhos eventos ocorrem.

Assustado e percebendo que algo de sinistro está acontecendo embaixo de sua vista, o professor começa a investigar os acontecimentos. Aos poucos, ele desvela uma perturbadora verdade. A violência física e psicológica, e o cerceamento da liberdade, temas recorrentes nos filmes de Haneke, ressurgem em A Fita Branca. Quando somos apresentados as relações sociais que se dão na aldeia, em especial ao poder que o barão exerce sob seus empregados submissos – entre os quais, o médico que desencadeia o conflito – e o grupo de crianças que já perderam a inocência, vemos como em certas situações, os atores sociais são obrigados a portar as fitas brancas, como um lembrete da pureza perdida.

Um exercício artístico profundo, as cenas de A Fita Branca foi originalmente filmado em cores e em seguida, alteradas para preto e branco. Christian Berger, habitual diretor de fotografia Haneke, rodou o filme em Super 35 e antes das filmagens, estudou os filmes em preto e branco que Ingmar Bergman fez com o fotógrafo Sven Nykvist. Não é a toa que o filme ficou com a aparência eqüidistante e assustadora de certas películas da dupla, como A Hora do Lobo.

SERVIÇO: Cine Sesc Boulevard/sessão ACCPA apresenta A Fita Branca, de Michael Haneke. Hoje, às 19h no Centro Cultural Sesc Boulevard (Av. Boulevard Castilhos Franças, 522/523). Entrada Franca.

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