Para os foliões de Carnaval houve apenas uma preocupação neste feriadão: garantir a diversão nos blocos, desfiles e bailes. Mas será que foi possível aproveitar a festa e contribuir para um mundo mais sustentável ao mesmo tempo? A Ong Noolhar garante que sim, se as dicas de consumo consciente foram seguidas de forma adequada neste carnaval para proteção do meio ambiente. “As dicas valem para os foliões de carteirinha e para quem nem é adepto da folia de momo, afinal, para proteger a cidade de Belém e municípios que recebem os tradicionais carnavais de rua, não precisa ter idade ou gênero, basta apenas ser cidadão”, afirma Patrícia Gonçalves, coordenadora da ONG.
A seguir, algumas dicas para você folião, avaliar se brincou o carnaval com a devida consciência ecológica: “O aumento do turismo e o consumo de bebida e comida no carnaval geram produção de lixo adicional ao usual. O aumento do lixo gera impactos na coleta, que acaba ficando sobrecarregada, e no armazenamento nos aterros. “Mas o consumidor consciente sabe que um carnaval bom mesmo tem menos desperdício de comida e bebida, e tem uso de embalagens retornáveis”, completa Marcos Wilson, presidente da Noolhar.
Os blocos e desfiles aumentam a concentração de pessoas andando nas ruas das cidades. Percebeu o que acontece quando elas jogam seus papéis, copos, embalagens de bebidas e tudo o mais na própria rua? “O lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Nas praias, o lixo se espalha pela orla, vai parar no fundo do mar e, além de contaminar a água, fauna e flora que nela vivem, seu recolhimento é muito trabalhoso”, ressalta Patrícia. Ela dá a dica para o consumidor consciente levar para as praias saquinhos, evitando estes impactos.
As fantasias de Carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. “Para chegar até o consumidor, uma fantasia utiliza matérias primas, água e energia em sua produção, distribuição e transporte”, narra Marcos. Agora que a folia acabou, que tal reutilizá-las, trocá-las com amigos ou reformá-las? Utilizando a mesma fantasia mais de uma vez, o consumidor consciente dilui ao longo do tempo os impactos negativos ocorridos na produção dos materiais que compõem a fantasia. “Além disso, evita que ela seja jogada fora e, assim, aumente a quantidade de lixo produzido desnecessariamente”, completa.
A combinação entre calor, comida comprada na rua, álcool e a multidão, pode ser indigesta. “Também o consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes de automóvel e pelo início de diversas brigas de rua. O consumo pode ser agente de bem-estar e diversão ou ser apenas um fim em si mesmo. O limite é cada um quem decide. O consumidor consciente aproveita a festa protegendo a sua saúde e a de todos”, diz Marcos sobre a saúde do folião.
Antes de viajar ou sair de casa por períodos prolongados para se distrair, o consumidor consciente pode tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada como televisão, DVD, micro-ondas, computador e carregador de bateria, para economizar energia. “O modo “stand by”, acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada, faz com que o aparelho continue consumindo energia, podendo chegar a até 25% do que consumiria se o equipamento estivesse ligado”, aconselha Marcos.
O Carnaval é uma época em que as cidades turísticas enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do consumo adicional das pessoas que ela recebe. O consumidor consciente pode evitar tais problemas redobrando os cuidados com a água: brincando sem gerar desperdícios, tomando banhos mais curtos e aproveitando o calor para desligar o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou para aplicar cremes nos cabelos. “O consumidor consciente também pode divulgar estas dicas para os amigos e familiares, convidando-os a fazerem parte de um movimento por um mundo mais sustentável”, finaliza. (Ascom/Ong Noolhar)
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